terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bromélias.

Ao ouvir aquela música repetida vezes, queria entender o porquê daquela nostalgia. Sentindo a água escorrer pelo seus cabelos queria que ela pudesse retirar tudo aquilo que a incomodava. Só queria se livrar daquele sentimento que até então não existia... onde estavam as provocações no pé do ouvido? E as discussões sobre os grandes revolucionários ingleses? As juras de amor? Não serão cumpridas? Ela não entendia o porque... dessa vez era diferente, a confusão não doía tanto, e nem a decisão afetava como outrora. Pode ser que eles tenham razão... depende do momento. E que momento era aquele? Ela gostava de afirmar 'os bons tempos', gostava como soava bem, lhe transmitia uma paz interior... segurança, talvez. Mas a única certeza que ela tinha era que "é inútil ter certeza." E o que aconteceria dali pra frente? Ela não tinha como saber. Mas queria sentir aquilo, poder vivê-lo de forma única. Controlar era difícil, permanecer mais ainda, mas não impossível. Saiu do chuveiro, trocou o cd, se olhou no espelho e passou a aceitar quem é, e não mais tentar ser quem será. Brotando em certas épocas do ano e se escondendo nas demais... feito bromélia.

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