terça-feira, 30 de dezembro de 2008

[Dis]Face.

Em um mundo onde as descobertas mais recentes são formas de estimular seu pensamento para atrair coisas boas, não é estranho encontrar pessoas falsamente felizes. Então vamos rir de tudo. Vamos encarar numa boa. ‘Tudo bem, eu já esperava mesmo’. ‘É assim pra todo mundo né?’ – isso, vamos nos conformar fácil! Vamos aceitar qualquer condição. Vamos ignorar a tristeza do mundo porque nós estamos bem, nós somos felizes e temos tudo o que sempre sonhamos. As decepções? Ah, as decepções tornaram-se parte da vida. Não há porque doer, é comum. Vamos mostrar ao mundo que ele pode nos derrubar mas levantaremos mais, vamos provar pra ele que suas armadilhas não cabem mais a nós, conhecemos seu jogo, não sofremos! Não, nunca. A gente rir de tudo e enche o peito de orgulho e ilusão e grita alto que não se importa. Mas um dia, quer queira ou não, anoitece... e enquanto o mundo todo dorme, estamos acordados, desesperados, em companhia da verdade. Quando a insônia é a única aliada no nosso mundinho de ilusões necessárias. E não há mais porque ficar estampando graça, estamos sós. Somos só solitárias. E quando a cabeça esquece de ignorar os problemas e decide encará-los de frente, dói. E dói tanto que choramos, numa tentativa desesperada de expulsar esse sentimento. Mas mal conseguimos suportar nós mesmos e a madrugada já passou. Então vamos fazer cena enquanto esperamos mais uma noite em que possamos aliviar um pouco. ‘Nada como um dia após o outro’, quando na verdade estamos querendo dizer que nada como uma lua após a outra. A lua (assim como nós) e suas várias faces: essa é a verdade. E tudo bem, eu acredito.

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