sábado, 5 de dezembro de 2009

Sabe do que eu sinto saudade?


Desculpa se depois de tanto tempo ainda falo de amor, do nosso amor. Não foi um mês fácil, mas já encarei outros mais difíceis, admito. Se eu senti sua falta? Poucos dias. A falta não pertencia a você e sim de como éramos juntos. A ausência era do que eu podia achar que éramos (ou seríamos). Sinto falta do nosso mistério, embalado numa coisa que gostávamos de chamar amor. Sinto saudade do nosso sentimento exagerado, de quando parecia que não existia nada além e nem mais forte. O que realmente faz falta é o acreditar. O construir. O planejar. A partir do momento que você decidiu fazer planos sem mim, eu não construí mais nada. E ficou difícil acreditar. Quem desistiu da gente foi você. Quem sempre teve coragem fui eu. Ameacei milhões de vezes, mas sempre acabei voltando. Se tudo aquilo era vingança, medo ou falta de amor, e hoje é apenas um ‘foi melhor assim’, vou realmente começar a pensar da mesma forma, pois não era com a pessoa que se conforma com o ‘tá melhor como tá’ que eu queria estar. Você deixou de acreditar na gente e isso foi a coisa mais complicada de aceitar. E não aceito nunca. Acabou todo aquele sentimento inabalável? Toda aquela ponte indestrutível que ligava a gente independente do tempo ou espaço? Pra onde foi toda a curiosidade e as idéias loucas? Esqueceu das incontáveis madrugadas viradas e dos lugares mais inusitados? Cadê as noites em que o nada era a nossa maior diversão? Caiu a ligação fora de hora só pra fazer rir? Eu sinto muita falta desse mistério, dessa loucura, do entusiasmo, de ambos os lados. Talvez não seja você, um dia talvez entenda. Um dia talvez esqueça, um dia preencha. Talvez. Mas por enquanto é assim. Aí um dia nos encontraremos, não por casualidade, afinidades ou algo parecido. Mas porque é assim que há de ser. E não saberemos o que dizer. Eu to bem, você também disse que ta bem. E pronto. Me despeço e digo que foi bom te rever. Igualmente. E depois de alguns passos olho pra trás e vejo ir virando a esquina todos os meus medos imaturos. Era meu mundo, meu futuro, meu plano. E hoje é só um velho conhecido dobrando a esquina, mais forte, mais bonito, mais velho. Mas com o mesmo sorriso de lado e a risada alta e gostosa. E após uns dias esqueceremos isso. E é muito triste escrever isso. Só que mais triste ainda é pensar que daqui uns tempos isso não será tristeza. Mas uma saudade boa e gostosa, simplesmente. Simplesmente porque é assim que há de ser.

E ponto final.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ainda.



Eu vou te falar uma coisa e por mais que doa até o último espacinho da alma, eu prometo que cumprirei: se você me disser pra ir embora, eu vou. Diga que perdeu a graça, que não tem mais sentido, que achou alguém mais interessante e bem mais atraente que eu. Diga a pior das coisas, mas pelo amor de Deus, eu imploro, diga! Não me deixa com essa sensação de culpa sem saber o porquê e nem do que sou culpada. Se você quiser que eu vá, eu vou. Deixo pedaços quebrados pelo chão, buraquinhos que nunca serão mais preenchidos, milhares de sonhos pela metade, amor que poderia ter sido grande... Eu deixo. Eu deixo você seguir em frente, gostar de outras garotas, demonstrar o seu gostar por outras publicamente, sem preocupar se me atinge, eu juro que deixo. Mas me deixa saber também. Saber o que se passa aí dentro, ou se não passa mais nada, nem mesmo eu. Sabia que um dia seria assim e que um dos dois sempre ia carregar toda a culpa. Mas deixa só eu entender a acusação. Eu ponho um fim, eu prometo. E o fim é nunca mais ficar feliz quando ouvir um ‘feitos um pro outro’; o fim é não mais dormir com o celular do lado esperando uma mensagem sua, porque dessa vez não vai chegar; o fim é excluir todas as músicas que nem sei por que me levam a você; o fim é matar o ‘talvez amanhã ele apareça’; o fim é não ter talvez; é ter certeza, ponto final, fim, sem direito a segunda edição. É deixar pra trás manias, gostos, risadas e começar tudo de novo. Arrumar um jeito de preencher aqueles afazeres e pensamentos que eram nossos, não é fácil, todo mundo sabe disso. Mas dessa vez é diferente, não é a relação que está se desgastando, é o amor. Tempos atrás eu enlouqueceria só em pensar o dia que isso acontecesse. E hoje, diante disso tudo, me pego totalmente lúcida. Não vou enlouquecer, nem gritar, nem pedir colo. Não há pra quem pedir. Há semanas não te sinto mais. E isso há semanas atormentaria minha paz, mas hoje, passando por tudo, estou simplesmente aceitando. E isso é muito pequeno diante de tudo que vivemos, isso tem nome, e só o pronunciar do nome nunca indica bons tempos: isso é desistir. Sei que ainda tem amor. Pode sim ter outros interesses que baguncem tudo aí, mas ainda há amor, mesmo que quase pairando, bem acostumado, sem esperanças. Mas ainda há. Só o que falta é a coragem pra acreditar nele. A ausência de esforço pra tudo ficar bem. E dessa vez, rasgando tudo que ainda é vivo aqui dentro, não vai ficar bem. O vento que te trazia tarde da noite, parou de ventar. E de inventar. Sabe, pode ir. Eu deixo. Mas me deixa ficar... Ficar só um pouquinho. Fingir só por um instante que voltamos há dois anos e tem toda aquela euforia no peito. Porque se você quiser também, eu fico. E não deixo nunca mais você ir. Eu só quero saber o que você quer. Eu continuo aqui, inventando amores, me alegrando com horas repetidas, escondendo medo por trás de auto-segurança e fingindo pra todo mundo que não te espero, quando, na verdade, é só o que eu tenho feito. É só você dizer, não importa o que. Eu vou entender, como sempre. Mas não esquece que ainda há. Ainda ar. Ainda A. Leve, longe, raro, mas Ainda.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Foi, foi e foi. Aquilo que dizem sobre o que é pra ser.

Simplesmente fomos e continuamos sendo."

Quem diria que de todas as nossas formas de amar, a que mais me faria feliz seria a mais tranqüila. Logo eu! Não se diz muito... Na verdade, nem se diz, só se sabe. Quem diria que um dia (nem que seja somente hoje) estaria feliz por ter você, mesmo você nem estando aqui! É isso, sem fantasiar demais: dos nossos três amores, esse é o mais natural. Ele vem com a saudade, sem dia, hora e nem corações marcados. Simplesmente bate. Sem porque e nem razão. Só pra lembrar daquele tempo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Às vezes tudo muda e continua tudo no mesmo lugar.


Sabe o estranho disso tudo? Ter que permanecer quieta. Não poder demonstrar nenhum sentimento de alegria intensa, nenhum desequilíbrio, nada fora do padrão. Ignorar toda palpitação feliz no peito, mostrar que continua tudo igual e todas aquelas banalidades que aprendi com sua ausência. Ter que engolir o sorriso falso e o olhar racional de todo mundo e acreditar que eles estão certos. É isso que me mata e me transforma numa carcaça sorridente, bem forte, que supera tudo fácil, fácil. Eu não posso sofrer, entende? A vida é linda e não estar de acordo com ela é perca de tempo. Mesmo me sentindo tão só como nunca me senti na vida, ta tudo bem. Não se pode chorar, pois isso já é demonstrar muita fraqueza. Tenho que rir – desde que não seja por você. Porque rir por você é esquecer tudo o que eu nem sei e me iludir. Rir por você é deixar de lado todo mundo que não sabe porra nenhuma do sentimento aqui dentro, mas que sempre têm razão. Eu fico só com o coração. E coração é o que acaba com a gente. Então, meu coração não pode estar feliz por você dizer que ainda me ama. Olha que coisa mais louca, meu coração tem que ficar quietinho quando o assunto é você. Voluntário. Pronto. Enfiaram isso na minha cabeça e, como eu sou forte, aprendo rapidinho. Está vendo como estou feliz? Esse sorriso enorme não é por você. Estou tão contente e nem sei por quê. Mas é assim mesmo, a gente tem que rir sabe? Agora deixa eu me aproveitar do que você não pode ver (e vamos fingir que nem sentir): Meu coração ta tão pequenininho, eu também tento enfiar coisas nele, mas nem dá. Ele é mais teimoso que você! Às vezes tento conversar com ele, explico que gostar de você não pode. Então ele me pergunta o porquê e digo que ninguém diz que dar certo, inclusive minha cabeça. Mas ele não concorda, não entende. Não escuta ninguém! Até que ontem ele quase me trai. Quase acaba com o meu mês mais cheio de sorrisos que não sejam pra você. Ele tava rindo por você, acredita? Uma vontade de sair correndo, gritando, pulando, chorando, chamando pelo seu coração. Danado! Foi quase... Mas minha cabeça, sempre pontual, botou um filminho com o sorriso de reprovação de todo mundo. Então me banhei de frieza e disse o programado. Feito uma programação de Domingo, onde ta todo mundo em casa esperando ver aquelas histórias tristes que só servem pra deixar nosso Domingo mais triste ainda. Caralho! Porque a gente simplesmente não pode ser a gente?! Porque sempre esperar uma atitude sua, assim como você espera sempre uma minha? Que tanto amor é esse que sabe esperar? Que saudade é essa que aperta tanto, mas não se move? Que mulher da sua vida é essa que não está com você? Eu nunca vou entender. Às vezes eu não queria que você fosse tão parecido comigo. Na verdade, eu queria te dizer que também penso em você todos os dias. Quase te ligo toda noite. Vejo você em todos os lugares. Uso o que aprendi com você toda hora. Sufoco de saudade. Choro tanto que perco a fala. Ouço sua voz em todo ruído. Desaprendi a gostar de qualquer outra pessoa que não seja você. Ainda hoje espero o barulhinho de uma mensagem sua chegando. O dia todo fica sem nenhuma graça. Até as piadas diárias ficam menos engraçadas. Não tem nenhum objetivo. Nenhum propósito. Nenhum plano. Não tem nada! Nada aqui dentro. Nada, nada, nada. E você veio deixar só um pouquinho de esperança, mas eu não posso guardar. Criar expectativa já é muito pra minha cabeça que racionaliza tudo. Fica sufocando aqui, querendo sair... Queria agradecer, dizer que to feliz, que também te amo muito, te chamar de como eu achar melhor. Mas não dá, não posso ter sentimentos fortes. Nada de euforia, alegria intensa, amor dilacerado. Tem que continuar um vazio imenso em que você não pode estar. Você e nem ninguém. Não há nada... E tudo o que minha cabeça programou só aumenta essa tristeza. E, olha que hoje nem Domingo é.

"Tire o sono na rede, deixe a porta encostada, que o vento da madrugada já me leva pra você..."

domingo, 6 de setembro de 2009

Baby, eu só queria te dar a mão.

Não quero que sintam pena e nem que se preocupem. Na verdade, eu nem quero que me vejam, que me notem. Eu nem quero nada, nunca quis muito e sempre queria mais. Sabe o que eu queria? Você. É tão óbvio, é tão simples. Você nem precisava falar nada, nem me ver. Poderia te observar dormindo e isso já me faria feliz. Só te tocar. Sentir teu cheiro. Ver todas as marquinhas do teu corpo de novo. Eu não queria muito, mas se o seu querer se juntasse com o meu, eu poderia te fazer a pessoa mais feliz e completa. E por um segundo, esquecer de novo todo mundo e toda a distância, e ser somente eu e você. Eu seria seu mundo inteiro. Eu queria saber se ainda existe do mesmo tamanho dentro de você, se não diminuiu. É que passa uns dias, e eu sinto falta de notícias tuas. Sei que assim é pior, mas eu queria só um sinalzinho. Eu queria outra vez... Escolhi assim, eu sei, e repito de hora em hora que não me arrependo, mas é tanta saudade... Queria só um instante, nem precisava demorar. Era só pra aconchegar um pouco. Mas faz quase um mês desde que eu me cansei e hoje, a minha única vontade é enfrentar tudo de novo e correr o mundo, até faltar o ar, perder o fôlego de tanto cansaço. Eu só queria você. E queria você só, só pra mim. E te ver chegar por aquele portão e não mais naquele vento frio que hora ou outra bate me lembrando que você ainda tá aqui – como se precisasse. Eu amo você. Eu nunca esconderia isso de ninguém e muito menos de você. Mesmo que as circunstâncias nos afastem cada vez mais, mesmo que as pessoas te diminuam a cada momento, mesmo sem saber se ainda existe em você. Eu amo você e queria te ver só hoje. Dói muito diminuir você e todo meu amor, mas se isso te trazer de volta, eu aceito. Eu esqueço qualquer julgamento e preocupação. E que acreditem no que melhor convém. Se é ilusão, deixa. Você é a minha melhor fantasia. Me perdoa ter te pedido pra ir embora pela segunda vez, mas eu não saberia lidar com essa facilidade que você tem de tornar meus sonhos reais. Então tenta entender se eu continuar aqui, distante, leve... Vou te deixar guardadinho aqui dentro, bem firme, inabalável. Quando eu soltar é porque aprendi. Então você vai voltar e realizar toda a minha fantasia. Passe o tempo que for, eu amo você. Encontre quem quer que seja, eu amo você. Esteja onde estiver, eu amo você. Sem ter razão, eu amo você. De todo coração, eu amo você.

"Você será sempre meu, e eu sempre serei sua, mesmo que a gente nunca fique junto, mesmo que tentem provar o contrário."

sábado, 18 de julho de 2009

Eu trocaria a eternidade por aquelas noites.

Por um segundo eu senti o teu cheiro, e vi você encostado no peitoril da cozinha bebendo naquele copo, como fazia toda manhã. E teu cabelo bagunçado te deixava ainda mais lindo. Por um pequeno intervalo de tempo, eu te vi rindo pra mim e mandando beijo. Mas não tinha nada além do copo. Além da lembrança. Da saudade. Dos pedaços que tu deixou. E quando tu entrou naquele ônibus, deu vontade de te rasgar inteiro. Me ajoelhar, te bater, chorar, implorar. Será que você não percebia que tava esquecendo de mim? Não conseguia ver meu medo infantil? E como eu ia me virar sozinha? Que eu ia fazer o dia inteiro? E as noites sem você? A TV só tinha graça quando você contava as propagandas. A música só tinha som quando você me beijava e cantava pra mim. O dia só tinha cor quando você me acordava sorrindo. A noite só tinha brilho quando você ficava me vendo dormir, e quando eu te fazia dormir. Eu te surpreendi, porque pra você eu sempre fui a mais forte. Mas eu sou chorona. Sou criança. E quando você me abraçava o mundo inteiro virava um parque de diversões. E eu até sentia gosto de maçã do amor. Pra você eu sempre planejei as tuas voltas. Mas o que você não sabe, é que pra mim, eu sempre planejei nossos domingos. Nosso dia-a-dia. Você entende? Eu te espero o tempo todo. Se eu morasse aí pertinho, todo dia eu vinha te ver. Canta pra mim. Me põe pra dormir de novo. E me abraça pra sempre. Me protege e me faz achar graça até cair no chão de tanto rir. E eu te abraçava bem forte, pra ter certeza que você também esquecia do mundo todo quando olhava pra mim. E enquanto você brincava na seqüência: olhos, boca, olhos, sorriso, não saía da minha cabeça aquele trecho ‘não morre, por favor, seja ele...’. Mas você já era. É. E sempre foi. E eu chorei. E eu nunca choro. E meu coração quis te dizer tantas coisas. Eu viajei o mundo todo ali, e o mundo era só eu e você. Mas eu calei. E tinha uma vozinha ali dentro que repetia ‘não precisa falar nada, ele vai entender.’ É que dessa vez, pela primeira vez, não é fantasia. Aconteceu. E você passava a mão em meu rosto, como admiração. E eu não sabia o que achar, porque eu nunca achei possível alguém falar do meu jeito. E você disse ‘teu jeitinho’, logo eu que nunca tive nada de diminutivo. Tava tão lindo. Você aproximava teu sorriso e ria bem próximo, e dizia que ia morrer de saudade. E queria te dizer que você é tudo o que eu queria ser. Porque você vive a vida de verdade, enquanto eu planejo como é viver. Mas com você eu sou toda de verdade. Com você eu sou toda. Com você eu sou. Com você, eu. E eu te beijava pra sempre. Te matava de hora em hora só pra ver como preciso de ti. Mas voltando ao peitoril ali na minha frente. Tudo tava morno. Não havia nenhuma risada alta e gostosa, nenhuma música agitada no celular, nenhuma gritaria pela sala... Nada. Só o copo, vazio. Somente eu, vazia. E eu continuava ali, imóvel, vendo onde iria permanecer até você voltar. Naquela cozinha. Naquele quarto. Naquela música. Naquele sofá. Naquele fim de tarde. Naquele início de dia. Naqueles abraços longos e silenciosos, que falavam tudo. Naquela lembrança viva, forte e, levemente, triste. Mas que é, e sempre será, a tristeza mais alegre que se pode existir. E a mais esperada também.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Segredos de Liquidificador.

"Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor.
Prendia o choro e aguava o bom do amor..."

Eu que sou poeta e não aprendi a amar... Falo de amor, me entrego por amor, faço amor, movimento amor, mas não sei amar. Pessoas pela metade não sao pessoas, são partes. Eu tô levantando e me deixando deitado na cama o dia todo. Anoitece e lá vou eu me encontrar. E quem andava na rua? Uma parte. Uma parte sem encaixe. Uma metade que quer tanto o outro lado, que nao consegue ter nada por completo. E vai se fragmentando, distribuindo pedacinhos de graça, espera um dia o acaso unir alguém, que como a gente, vive sem parte nenhuma. Sinto falta de coisas que eu nunca tive. E tive coisas que eu nunca senti falta. Coisas que ficaram pra lá, de lado. E no lado do peito nunca morou ninguém. Eu quero alma! Quando você (minha parte perdida por aí) vir me encontrar, vem sem pressa. Mas traz todos os pedacinhos. Me ensina a amar e te amar. Me ensina mesmo, porque eu sou criança e só sei chorar. Me dá um beijo e leva partes de mim. Precisa de mim. Chora por mim. Me conta tudo. Se divide pra mim. Minha metade cansou de viver sozinha. Arrodeada de tanta gente, mas sem ninguém. Vem com calma... Me entrega a alma. E aí, como diz a música... Tá tudo certo, tá tudo bem.

"Lhe dei amores, venci rumores dessa moçada careta que não quer saber de amar. Porém... Nunca amei ninguém.
Mas é você quem eu ando criando em meus sonhos."

domingo, 24 de maio de 2009

Um estranho no paraíso.

É que pra mim o mundo sempre vai ter cara daquelas manhãs frias, onde as pessoas acordam cedo mas não por obrigação, e sim pra sentir o vento bom da manhã. E algumas caminham sozinhas, mas sorriem por dentro, observando tudo e achando o dia lindo. Outras acompanhadas, de amigos e namorados. E ninguém tem pressa, ninguém reclama. Têm problemas sim. Mas elas continuam achando tudo lindo. É que no meu mundo as pessoas se arrependem e aprendem com os erros. No meu mundo elas sempre voltam atrás. E ninguém é ruim o bastante a ponto de não amar nada. Minha vida sempre vai ser um roteiro de um seriado americano, onde é tudo perto, é tudo forte. E as pessoas vão ser sempre inteligentes. Ninguém nunca me viu e me achou interessante. E eu nem ligo. Só deixo entrar no meu mundo quem tem coragem. Meu mundo é seletivo. Comigo as pessoas sempre arriscam e se entregam. Todas as vezes que alguém me observou um pouco mais de uma vez, me falou, tempo depois, com medo, que me acham um tanto quanto estranha. E eu penso ‘Ainda bem!’, mas nem digo nada... Elas nem entenderiam. As aparências nem enganam. Eu sou estranha pra caralho! É que no meu mundo as pessoas sempre me entendem. As pessoas são diferentes. E eu nem vivo idealizando tudo, mas eu só me meto onde tem diferença. E indiferença. No mundo dos diferentes, eu sou diferente. Diferentes dos diferentes, como já me disseram uma vez. E eu guardo sempre comigo. Eu vivo sempre sentindo. Ando com muita saudade de tudo. Quando tudo ta morno demais, choro só pra dar uma movimentação. Nem é estranheza, é coragem. No meu mundo é. Gosto de ser aquela que as pessoas não conseguem deixar pra trás. Aprendi desde cedo a esperar. E quando alguém vai embora, porque elas sempre vão embora, eu espero elas lembrarem que não se esqueceram de mim. E depois eu vejo que tinha razão. Mas já era, meu tempo é curto e a indiferença me domina. E eu nem volto, mas fico feliz. As pessoas sempre voltam. No meu universo é bem assim. Meu pensamento mora no mesmo lugar do meu coração e, vez ou outra, eles brigam. Mas sempre fazem as pazes. Aqui todo mundo perdoa o outro. Todos perdoam a si mesmo. Comigo os sofrimentos são sempre um problemão. A vida não tem sentido e tudo perde a cor. Mas é só o seu tempo. Logo, logo ele passa e eu fico rindo de tudo. E no meu mundo nem é desespero. Aqui habita sinceridade. Mas, vez ou outra, eu me confundo com os outros, e acabo pensando, sentindo [ou não sentindo], agindo... Igual a todos os demais. E acho tudo diferente. As pessoas são estranhas. Mas, demora um tempo, eu volto e tudo nem é tão ruim assim. No meu mundo as pessoas admiram sabedoria e aprendizagem. Agora, você, pessoa comum e estranha, vai ler esse texto e achar bem estranho, quem sabe goste... Mas sei que não sentiu nada. Ainda bem! Porque, no meu mundo, as pessoas entendem tudo com o olhar... E elas nem precisam se olhar pra entender.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Molduras boas não salvam quadros ruins.

“E você acredita que as pessoas possam mudar?”. Respondi que nunca concluía nada ao pensar nisso. Mas, a verdade é que tempos atrás eu tinha uma opinião formada e até fundamentada. É claro que elas podem mudar, elas só não mudam porque é mais fácil não mudar – assim ensinou o seriado. E o fim sempre é hora do recomeço. Vamos lá, esqueça tudo o que foi ruim, sacode a poeira e bola pra frente! Tudo certo. E agora? Por onde começaremos? Eu quis começar diferente. Não vamos jogar o resto do pó pra debaixo do tapete, pegaremos juntos, as impurezas e as limparemos. Você aceita? Aceito. Isso é uma grande mudança. E só pessoas grandes fazem grandes mudanças. Plano feito e revisado. Então, ta pronto? Não responde... Nem pensa, só vem. No caminho a gente se entende. Ta difícil te entender heim? Mas vamos lá, colocaremos as cartas na mesa. Sim, você mudou. As pessoas mudam! Epa... O que você ta fazendo? Não, não faz isso... Não olha assim, você não é mais quem costumava ser, esqueceu? Tudo bem, no começo eu vou ficar te lembrando isso. Repita o novo mantra: as pessoas mudam. Ah, esqueci de te perguntar: o que você acha disso? As pessoas mudam? Ah, certo. Você é a prova disso. Então tudo bem, continuaremos. Dessa vez é tudo diferente. Você é diferente. Só tem a mesma mania de gesticular os fatos enquanto conta alguma vivência tua, e nunca deixou pra trás aquele olhar meio desatencioso, mas observador. Sem falar nos sumiços repentinos... Nossa! Você ainda é tão igual. Mas você diz que mudou não é? Então eu irei acreditar em você. E irei acreditar quase respirando. Nossa, eu não mudei muito, não é? É, nem tanto. Quis insistir um pouquinho mais na gente, só não esperava. E nem você, eu entendo, por isso ainda espero. E nada se comparava com o tempo em que as tuas mensagens eram minhas. Por isso ainda insisto. Mas você insiste em voltar. E voltar cheio das tuas manias e medos. Porque? Não pense demais. Só sinta. Mas sinta exagerando. E sinta com coragem. Eu sinto teu amor, sempre senti. Mas deixa eu sentir tua coragem... Mostra as cartas, rasga o contrato e muda. Muda de verdade. Muda e eu mudo com você. Mudanças grandes exigem pessoas grandes e, acima de tudo, corajosas. Não comete o erro de novo. É tudo novo, lembra? Eu vou te esperar, mais uma vez. Como nos tempos em que esperava sem saber, sem entender... Esperava pra sentir o coração bater um pouquinho a mais só por te ver feliz. Só que, dessa vez, vou esperar porque aprendi que o amor não tem pressa. A gente espera. E espera calado. Espera roendo as unhas e massacrando o coração. Mas espera em silêncio. Espera por esperar. Sem esperar nada em troca. Eu mudei, amor. Mudei não só por mim. Eu mudei por você. E assumir isso já é mudar. Não espero nada, só espero que entenda. E me espere. E, como nesses novos tempos, espere quase respirando. E não esqueça o novo velho mantra:
As pessoas não mudam não... Elas camuflam.


"Será que é difícil entender porque eu ainda insisto em nós?
Sinceramente... Ainda acredito em um destino forte e implacável."

sábado, 2 de maio de 2009

Amor que não se pede, mas que se repete.

É engraçado ver como o mundo deu voltas e voltas e parou logo aqui, de onde nunca devia ter saído. Mas, pensando bem, devia sim. Foi bom conhecer outros corações, outras cabeças e até outras culturas que não fossem as tuas, que não fossem as nossas. E foi sábio dividir um pouco de mim com outro alguém que não fosse você. Divertido? Até arriscaria. Mas nunca ousaria dizer que foi intenso. E é até estranho, algo vindo de mim ter sido tão leve, leve, leve... Quase planando, até que voou pra bem longe, de uma forma que eu não pudesse mais ver. De uma forma que eu nem quisesse mais ver. Nem ele, nem ninguém. Abri as asas e voei, sem saber pra onde. Sem rumo, mas voando, leve, leve, leve... E te reencontrei. E foi tão bonito te encontrar envelhecido dez anos ou mais nesse último ano. E ver como tu ainda exageras em tudo. E se torna bem grande, como eu. E perceber que o que eu tanto procurava sempre esteve em você. E você sempre esteve em mim. Mas eu dei nossas contas, enquanto nossa história ia se fazendo sem nos darmos conta. E, como todas as outras vezes, você surgiu sem querer, e querendo como nunca ninguém quis. E me quis aí, e me teve aí. Como todas as outras vezes que foram e serão. Agora tudo está em paz. E quando alguém perguntar, mude a sua idéia também... Foi você a pessoa que mais amei na vida. Foi você a pessoa que amei na vida. E se, ironia do destino, nossas vidas seguirem outros rumos e voarmos em direções diferentes, quando te perguntarem quem foi seu grande amor, não diga nada. Não conte a ninguém. Responda rindo, como uma lembrança boa e uma cabeça feita, 'ela sabe, ela sabe...’. E como só se vê nos filmes, lembrarei de você e sorriremos juntos. E por um instante voaremos como nos tempos em que o céu era todo nosso. Porque nós temos um céu dentro da gente e chamamos isso de coração. Imenso. Intenso. Que continuará aqui... Ainda e sempre.

Bem vindo de volta, amor.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ágatha, sempre Ágatha.

Eu esperei muito ter você pra mim, mas eu nunca entendi porque, já que nunca gostei da situação. Mas a idéia era diferente. É que a gente tem mania de querer saber como é. Experimentar. A verdade é que minha felicidade sempre vai ser eu mesma. Usar meu lápis exageradamente mesmo às 7 da manhã. Ouvir um rock bem pesado e dançar como eu achar melhor. Sair do tempo. Voar. Fugir do tom. Sentar como eu achar mais conveniente. Usar a roupa que bem entender, sem me preocupar se seus amigos vão achar legal. Eu gosto de ser assim. E seria assim que você deveria gostar. Dançar a festa inteira até perder a postura. Descabelar. Desmaquiar só com o suor da pele. Te esperar nunca foi meu dom. Mas eu esperava. É que eu tinha que saber como era. Porque meninas enamoradas são tão comportadas e felizes? Eu descobri como é. A felicidade é dependente. E a minha não. Eu não gosto de ser assim. É. Gosto de falar com quem quiser, e como quiser. Sem preocupar se você vai gostar. O meu tom é diferente. E você nunca foi capaz de descobrir a freqüência. E tu me dava pouco e zombava do muito que eu tinha. E eu nunca entendia porque a tua criancice sempre me prendeu a ti. Logo você, que nunca foi grande de verdade. Eu juro que isso não é ironia. Só era grande pra mim, porque tudo em mim é grande. Só. Não sinto falta da sua vida que não me acrescentava em nada. Mas eu ainda espero uma ligação de vez em quando. Não por amor, saudade e carência. Mas porque a gente se divertia. E quando eu nem ligava pra o que a gente era, eu era sem saber que você gostava. E você sempre gostou. Gostou tanto que ainda gosta. Do seu jeito, em minúsculo. Dessa vez, só dessa vez. Eu deixei todos vocês definitivamente pra trás e pensei em mim. Em mim por inteiro. Porque eu sempre me fiz baseada na opinião deles, principalmente na sua. E olha que eu nunca entendi o porque. Porque eu, eu tenho orgulho de ser eu. Descabelada, louca, intensa, desajeitada, confusa, desequilibrada, estérica, saltitante, feliz exageradamente. E é dessas que a gente nunca esquece. Não, não é egoísmo. É só a mais pura verdade! E eles sempre voltam atrás. Sempre. E eu não esperneio quando chega ao fim, eu só espero a hora. Hoje eu vejo que você me diminuía em tudo. E eu adorava você. Como se pode admirar algo que nos molda para eles mesmos? Pra você e sua turma de idiotas verem como eu fazia certinho o que você mostrava. Mas o que eles não sabiam, e talvez nunca vão saber, é que toda noite você me ligava só pra ouvir minha voz e espantar todos teus medos. Medo de escuro ao medo de amar. O que eles nunca vão saber é que depois de tudo, de ter mostrado todo seu potencial de macho e canalha, veio todo manhoso dizer que sentia saudade. Isso você não conta a eles, né verdade? Ops, alguém na sala. Fecha logo a janelinha do messenger e da uma risada! Isso, isso. Assim é você. O que eles nunca vão saber é que você fez de tudo preu ser tua. Mas seus amigos nunca iriam entender se você fosse meu também. Eles nunca vão saber de quem você é de verdade. Porque não adianta nada ter uma essência tão bonita e uma casca moldada pela opinião alheia. E você tava me transformada em você. E isso é péssimo! Mas você se cansou a tempo, ainda bem. Isso mesmo, você se cansou. Eu continuei lá, tentando quebrar essa casca grossa. No tempo em que você tava muito ocupado tentando me moldar pra sociedade e fechava os olhos pra aquilo que eu tinha bem no fundo que você sempre admirou. E admira ainda. Acha linda a minha coragem de ser. O único erro meu (meu?) foi não conseguir espantar teu medo de ME amar. Teu medo de ser louco, intenso, desequilibrado, feliz comigo. Isso acabaria com o teu jeito másculo. O que teus amigos iriam achar? Eles nunca mais me olhariam com aquela cara de ‘coitada, apaixonadinha.’ Agora o que eles e nem você nunca vão saber é que eu vivi todas minhas emoções pra valer. Eu fui feliz cada segundinho ali. E enquanto você se protegia, meu amor, eu gozava de tudo. E não sinto saudades tuas, porque dei o meu melhor no tempo que era pra dar. Hoje eu acordei assim. Sem raiva e sem saudade, como todos esses últimos dias, de coração. Mas decidi escrever a última vez sobre você, sem dor, sem mágoa, sem pena. Mas simplesmente, porque no fundo, eu sempre escrevi pra mim. Para mim e pros meus sonhos, enormes. E no fim das contas, o que vale mesmo a pena é a sensação de dever cumprido. Faça suas idéias corresponderem aos fatos. Porque eu, eu continuo assim, louca, louca, louca! E isso não vai mudar.

" Ao contrário do que muitos pensam...
O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença! "

terça-feira, 31 de março de 2009

Mais vindo do que indo.

Tudo vai de como você vê. Aos racionais, é se sentir sozinha e buscar atenção em quem mais perto estiver, pura carência. Aos mais determinados, é a oportunidade de lutar pelo que sempre sonhou. Aos frustrados, é quebrar a cara na certa. Aos amigos, é confusão de sentimentos. A mim... Ah, a mim... Bom seria se conseguisse definir. Tudo vai de como você me ver. Ao teu corpo, posso ser a outra de amanhã à noite. Ao teu coração, a chance de um novo amor. Aos teus amigos, é pura confusão. À tua crença, um presente de um futuro. À tua decisão... Ah, traiçoeira... É tão confusa quanto a mim. Tudo vai de como nós nos vemos. Ao te ver rindo, naturalmente, é encontrar a paz. Ao te ver contando vantagem sobre as outras, é triplicar a distância entre nós. Ao te olhar bem fundo, é encontrar desejos perdidos entre tuas pupilas. Ao te fazer rir, é ser a amiga que podes sempre contar. Ao me fazer rir, é ser o amigo o qual posso sempre contar. E cantar. E encantar. Tudo vai de como vou te ver. Tudo vai. Mas sempre vem. E vem meio racional, tentando não se frustrar, determinado a não confundir carência e amizade. E traz pensamentos misturados, entre algum sonho futuro antes de dormir e uma porção de opiniões de outrem. Mas ao chegar, esqueces para que veio, e ri, naturalmente, me fazendo rir ao contar suas vantagens e cantorias. E me encanta com a forma que me vê, pois, na verdade... Tudo vai de como você vem.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Olhos de ressaca.



Eu te observo com os olhos. Com os olhos eu te devoro. Eu te sacio no olhar. Meus olhos não mentem, mas se enganam. Eu te passei a coragem e a confiança, mas teus olhos estavam um pouco fora do foco. Quando eles se cruzavam, mero detalhe das ocasiões, abria-se um sorriso, pra que não pudéssemos ver tanto medo do ser. E de medo em medo, não éramos nada. Éramos olhares confusos e perdidos tentando enxergar na mesma direção, mas nunca se achavam. E ninguém achava. Não achávamos nada. Não se pode achar nada de algo que não é. Teus olhos decidiram enxergar novos caminhos. Achei melhor fechar os meus. Respirava por obrigação, acordava por esperar. Esperar pra acordar de novo, e de novo a história se repetia de velha. Agora continuo enxergando, tem algo me esperando. Não sei o que, nem quando, nem como, mas vai vir. E eu não preciso me esforçar tanto, aos poucos vou chegando lá. Abrindo os olhos lentamente. Posso ver tudo ali mais uma vez. Perdi o foco, mas não desloquei a linha reta. O que será meu será meu! Por opção e não por destino. Meus olhos vêem além. Passa por cima, estende-se, brilha, ofusca, confunde. Mas não mente. Ninguém pode esquecer disso ao me conhecer: meus olhos me entregam. E me fazem entregar. Use disso ao seu favor. Use disso ao nosso favor. Pare, observe, mas não desvie. Escolha um caminho e vá nele até o fim. Jogue baixo, jogue por baixo. Há tempo para se doar e tempo para se guardar. Estou me guardando. Não por covardia, medo ou cautela... Mas por opção. Já é tempo. Guardo e aguardo. Enquanto isso, eu os observo, os analiso, os admiro e os renego... Meus olhos é que me matam. Como já bem disse Machado: olhos de cigana, oblíqua e dissimulada. Eles não mentem... Mas escondem.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A primeira noite.

Nunca te imaginei ali, logo ali. Com aquela blusa tão lindo, mais ainda. Desviei o olhar algumas vezes, só disfarce. Mudei o caminho outras, incontáveis. Te esqueci algumas vezes, naturalmente. Senti saudade umas duas, insegura. Revivi você algumas noites, sozinha. Cantei pra te ver dormir, inocentemente. Calei quando não devia, exageradamente. Me reduzi pra você, logo eu. E de tudo isso resta cada vez menos. Até chegar ao mínimo, virar pó. A essência se torna cada vez mais enxuta. O pensamento bem mais calculista. Um pouco de muito medo. Muito de pouca entrega. E chega tudo ao básico. Não aprendi assim, mas tô queimando. De dentro pra fora. Mesmo que pra você seja sempre de fora pra dentro. Te beijei sem notar, displicentemente. Você me abraçou por... Abraçar, sem motivo. Sem saudade, sem tristeza, sem medo, sem solidão. Abraçou pra me segurar. E segurou. Mas pra você é sempre de fora pra dentro. E a noite tava incrível, era a melhor de todos os tempos. Tudo super, super! Superficial.

"Na primeira noite eu nem liguei, deu até vontade de dançar.."

sábado, 24 de janeiro de 2009

Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos.


Eu sei o que quero e se decidir, eu vou. Não tem quem me pare, mas se você me acompanhar fica tão mais fácil. Bom seria ser sempre assim: a cabeça criar as alternativas e o coração escolher a melhor opção. O problema é esse coração vagabundo, que tem a lábia boa e convence minha cabeça a fazer coisas que, racionalmente, não seria o certo. Mas e o que é certo? O certo é que todos nós crescemos e temos que fazer escolhas que nos levem pro nosso lugar. E o meu lugar é certo que é seu. O seu lugar é certo que é meu. Chega de passar vontade querendo te ver, te cheirar, te lamber. Que seja a louca, descontrolada, desesperada por ti, que seja! Não quero mais ter que controlar minha ansiedade podendo tá contigo. Se for pra dar certo, vai dar. Não precisa quebrar tanto a cabeça e o coração. E se não der, deixa pelo menos eu saber que fiz meu melhor. Deixa eu me movimentar. Já disse o poeta: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão. Mas certo que também já sabia que todos os que ficam, ficam sempre por algum coração.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O problema é que eu te amo.

Não dá. Eu juro que tentei de todo jeito. Eu juro, eu juro. Comecei pelo lado mais óbvio e, talvez o que mais pratique, prometi nunca gostar de ti. Prometi continuar no meu ritmo igual como você sempre gostou. Tudo bem, eu exagerei. Passa um tempo e eu sempre exagero. Aí me disseram que talvez esse seja o problema, se eu me desse um pouco mais, você viria um pouco mais também. Então eu mudei tanto, te mostrei o meu melhor. Mas falhou. Tu só usou disso pra me usar mais e mais. Aí eu quis sumir, talvez nem por mim, mas por ti. Pra tu sentir a minha falta e aí vir me procurar. Deu certo! Mas depois parece que você já tinha abusado da minha presença e sabe, me dói ficar sumindo sempre. Então eu prometi te deixar pra trás. Prometi que não iria te procurar e se, por acaso, você viesse, eu iria pensar no seu caso. É, acho que pensei no seu caso até demais. Eu sempre exagero quando o assunto é você. Eu nunca consigo tudo quando o assunto é você. Eis que quando tu sumia demais, eu te procurava. Não era querendo, mas a saudade me fazia tão mal e eu mesma não querendo admitir, sabia que tu podia me fazer rir do que fosse, era tão simples contigo. Às vezes me pergunto se quem complica mais sou eu ou você, e tento entender de onde vem tanta esperança, tanta emoção, se quanto mais perto consigo chegar, mais longe você fica. E eu tapava os olhos pra tudo que você fazia e dizia. E esquecia teu erro feito mágica. E enquanto tu me manipulava com as tuas palavras, eu imaginava uma forma de te arrastar pra sempre pro meu lado. Mas comigo tu não exagera. Me conta se é demais o exagerar, se é insegurança, se é contigo, se é comigo... Me conta, eu guardo segredo. Eu juro nunca revelar pra ninguém. Eu juro que dessa vez eu cumpro. Mas tu nunca me diz muito. Eu sempre tenho que saber por outros e eu te garanto, tu não sabe como dói ter que ser assim. Eu não queria aceitar mais nada teu, nem tuas desculpas. Mas não me culpa por ser assim. Eu queria não gostar de ti e te tratar feito um nada, mas eu vim ao mundo pra amar... Pena que você não saiba o quanto. Um dia, você vai achar alguém e vai ta disposto a se entregar, e seu coração vai saber do que o meu tava falando. Ou talvez nem lembre. A verdade é que queria que você nunca me ligasse, me ignorasse, me bloqueasse da tua vida toda. Mentira. Digo isso mil vezes pra me convencer, mas é a mentira mais verdadeira. Eu ia ter sempre uma esperança inacabável de chegar um momento de você perceber que eu sou o que você sempre quis, e viesse atrás dizendo que nunca ia deixar isso se perder. Porque, sabe, quando tu não vem, eu fico louca. E não sei o que você quer, o que você faz, o que pensa. Mas, por favor, entende que eu não tenho a mínima culpa. Por mim eu te odiaria. E é tão ridículo isso. É ridículo você procurar meninas altas e gostosas por aí, e nem sabe que toda noite eu penso em te escrever. E eu escrevo, mas eu nem penso em te dizer. De verdade, nem penso. Chega de amar por nós dois. Chega, chega. Chega logo, eu não agüento a saudade. Passa um tempo sendo meu, deixa? Deixa! Me deixa, me deixa.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu te entreguei a minha alma.

Não que a alma seja pequena, mas é tudo tão superficial, que chega a confundir se vale mesmo a pena ou se tem pena. E isso tudo é uma pena. É uma pena sentir tanto, ser sentida, mas sempre dividida. É tudo tão tão. Eu disfarço tão bem que ele nem se quer desconfia. Eu, às vezes, queria que tu desconfiasse só um pouquinho e perguntasse do que eu tenho medo. E você já perguntou se tenho medo de te perder, mas pra não pesar o clima, eu sorri e acabei fazendo uma piada em seguida. E você tinha falado tão sério e eu amo aqueles teus momentos sérios, mas aprendi a fazer a piada de tudo, com medo de você me achar séria demais. E é claro que eu tenho um medo incomum de tu sumir. E eu ando sempre me protegendo de tudo. Criei uma barreira enorme entre tudo que eu quero e tudo que eu preciso. Porque eu quase sempre preciso do que eu quero, mas eu nunca afirmo isso. Eu tenho quase tudo o que eu sempre quis. E eu preciso muito disso, preciso quase respirando. Mas ninguém precisa saber. Eu não quero precisar de nada, mas ando sempre querendo muito. E precisando um tanto quanto. Você nem percebe, mas eu queria tanto que você percebesse. E precisasse. E quando você disse “eu preciso tanto de ti”, aquilo soou tão doce, mas eu queria sentir aquilo menos amargo, menos forçado. Eu sempre vou querer mais, porque a alma é grande, o coração não se agüenta e o medo me sufoca. Não era pra ser assim... Mas já que é, me abraça bem apertado, mas tão apertado que expulse todo meu medo e eu continue te passando a segurança de que ta tudo certo, ta tudo bem. E agora eu entendo que só existe o que é bom pra gente. E deixa continuar sendo bom, não me obriga a dizer não quando eu quiser dizer sim. Sim, sim, sim! Sin...to muito não ser como ela. Mas aprende a me querer assim, toda errada, odiando tuas coisas, amando outras, tudo incerto, tudo torto... E me queira assim, precisando de mim, quase respirando. Aí vou te mostrar que não valerá só a pena, mas também as penas, as fronhas e o travesseiro inteiro.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2000- INOVE!

Ela tinha tanto, mas tanto amor, que não cabia em si. E era o início daquele ano e ela, que sempre achou que sabia de tudo, nunca se achava meio desentendida. Ela fez todos aqueles pedidos de fim de ano, mas não pensava como seria o ano, só queria saber de tá alí, junto dele. E os meses se passaram e eles foram se complicando, esqueceram-se de como se amavam, sempre buscando mais. E era uma manhã normal de Julho, em que ela cansou de guardar tanto amor e foi embora. Sem despedidas, partiu. Nem ela mesma soube onde encontrara tanta força... Ah, era um dos desejos de ano novo, talvez fosse aí. E ela mesma incerta, deu seu coração a um menino tão simples, mas tão simples que sentiu falta das complicações. Mas mesmo assim ela seguiu. E ela encontrou uma paz tão grande no coração que mesmo sozinha, ria de felicidade por tudo que ela conseguiu. E ela foi conquistando aos poucos, foi tapando cada ferida e finalizando o ano com chave de ouro. Mas se ela pudesse nunca finalizaria, deixaria sempre uma brecha, pra sempre dar abertura a um pouco do bem que construiu. E no último dia do ano ela juntou tudo, por coincidência, e ergueu mais um andar em seu castelo. E ela se sentia tão grande, mas tão grande que não cabia em si. Ela quis gritar tão alto, mas tão alto, pra que todos que tavam por perto pudessem sentir a beleza de viver. E ela não pensou como seria o ano, ela só queria tá ali, junto dela. Ela era a sua melhor companhia. Ela descobriu que tinha amigos para sempre, uma família tão unida e um pequeno grande amor... E que tudo isso só era possível porque ela tinha dentro de si, e por si, um amor tão grande, mas tão grande que não cabia em si. E pôde ver lá na frente os seus sete pedidos de fim de ano: Amor, Paz, Saúde, Felicidade, Força, Coragem e Sucesso! E agradecia a Deus por tudo que conseguiu, pelas pessoas que conquistou e, principalmente, pela pessoa que se tornara. Porque ela era tão grande, mas tão grande, que não cabia em si... Então gritou.

E que venha 2000INOVE!