terça-feira, 31 de março de 2009
Mais vindo do que indo.
Tudo vai de como você vê. Aos racionais, é se sentir sozinha e buscar atenção em quem mais perto estiver, pura carência. Aos mais determinados, é a oportunidade de lutar pelo que sempre sonhou. Aos frustrados, é quebrar a cara na certa. Aos amigos, é confusão de sentimentos. A mim... Ah, a mim... Bom seria se conseguisse definir. Tudo vai de como você me ver. Ao teu corpo, posso ser a outra de amanhã à noite. Ao teu coração, a chance de um novo amor. Aos teus amigos, é pura confusão. À tua crença, um presente de um futuro. À tua decisão... Ah, traiçoeira... É tão confusa quanto a mim. Tudo vai de como nós nos vemos. Ao te ver rindo, naturalmente, é encontrar a paz. Ao te ver contando vantagem sobre as outras, é triplicar a distância entre nós. Ao te olhar bem fundo, é encontrar desejos perdidos entre tuas pupilas. Ao te fazer rir, é ser a amiga que podes sempre contar. Ao me fazer rir, é ser o amigo o qual posso sempre contar. E cantar. E encantar. Tudo vai de como vou te ver. Tudo vai. Mas sempre vem. E vem meio racional, tentando não se frustrar, determinado a não confundir carência e amizade. E traz pensamentos misturados, entre algum sonho futuro antes de dormir e uma porção de opiniões de outrem. Mas ao chegar, esqueces para que veio, e ri, naturalmente, me fazendo rir ao contar suas vantagens e cantorias. E me encanta com a forma que me vê, pois, na verdade... Tudo vai de como você vem.
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