segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ágatha, sempre Ágatha.

Eu esperei muito ter você pra mim, mas eu nunca entendi porque, já que nunca gostei da situação. Mas a idéia era diferente. É que a gente tem mania de querer saber como é. Experimentar. A verdade é que minha felicidade sempre vai ser eu mesma. Usar meu lápis exageradamente mesmo às 7 da manhã. Ouvir um rock bem pesado e dançar como eu achar melhor. Sair do tempo. Voar. Fugir do tom. Sentar como eu achar mais conveniente. Usar a roupa que bem entender, sem me preocupar se seus amigos vão achar legal. Eu gosto de ser assim. E seria assim que você deveria gostar. Dançar a festa inteira até perder a postura. Descabelar. Desmaquiar só com o suor da pele. Te esperar nunca foi meu dom. Mas eu esperava. É que eu tinha que saber como era. Porque meninas enamoradas são tão comportadas e felizes? Eu descobri como é. A felicidade é dependente. E a minha não. Eu não gosto de ser assim. É. Gosto de falar com quem quiser, e como quiser. Sem preocupar se você vai gostar. O meu tom é diferente. E você nunca foi capaz de descobrir a freqüência. E tu me dava pouco e zombava do muito que eu tinha. E eu nunca entendia porque a tua criancice sempre me prendeu a ti. Logo você, que nunca foi grande de verdade. Eu juro que isso não é ironia. Só era grande pra mim, porque tudo em mim é grande. Só. Não sinto falta da sua vida que não me acrescentava em nada. Mas eu ainda espero uma ligação de vez em quando. Não por amor, saudade e carência. Mas porque a gente se divertia. E quando eu nem ligava pra o que a gente era, eu era sem saber que você gostava. E você sempre gostou. Gostou tanto que ainda gosta. Do seu jeito, em minúsculo. Dessa vez, só dessa vez. Eu deixei todos vocês definitivamente pra trás e pensei em mim. Em mim por inteiro. Porque eu sempre me fiz baseada na opinião deles, principalmente na sua. E olha que eu nunca entendi o porque. Porque eu, eu tenho orgulho de ser eu. Descabelada, louca, intensa, desajeitada, confusa, desequilibrada, estérica, saltitante, feliz exageradamente. E é dessas que a gente nunca esquece. Não, não é egoísmo. É só a mais pura verdade! E eles sempre voltam atrás. Sempre. E eu não esperneio quando chega ao fim, eu só espero a hora. Hoje eu vejo que você me diminuía em tudo. E eu adorava você. Como se pode admirar algo que nos molda para eles mesmos? Pra você e sua turma de idiotas verem como eu fazia certinho o que você mostrava. Mas o que eles não sabiam, e talvez nunca vão saber, é que toda noite você me ligava só pra ouvir minha voz e espantar todos teus medos. Medo de escuro ao medo de amar. O que eles nunca vão saber é que depois de tudo, de ter mostrado todo seu potencial de macho e canalha, veio todo manhoso dizer que sentia saudade. Isso você não conta a eles, né verdade? Ops, alguém na sala. Fecha logo a janelinha do messenger e da uma risada! Isso, isso. Assim é você. O que eles nunca vão saber é que você fez de tudo preu ser tua. Mas seus amigos nunca iriam entender se você fosse meu também. Eles nunca vão saber de quem você é de verdade. Porque não adianta nada ter uma essência tão bonita e uma casca moldada pela opinião alheia. E você tava me transformada em você. E isso é péssimo! Mas você se cansou a tempo, ainda bem. Isso mesmo, você se cansou. Eu continuei lá, tentando quebrar essa casca grossa. No tempo em que você tava muito ocupado tentando me moldar pra sociedade e fechava os olhos pra aquilo que eu tinha bem no fundo que você sempre admirou. E admira ainda. Acha linda a minha coragem de ser. O único erro meu (meu?) foi não conseguir espantar teu medo de ME amar. Teu medo de ser louco, intenso, desequilibrado, feliz comigo. Isso acabaria com o teu jeito másculo. O que teus amigos iriam achar? Eles nunca mais me olhariam com aquela cara de ‘coitada, apaixonadinha.’ Agora o que eles e nem você nunca vão saber é que eu vivi todas minhas emoções pra valer. Eu fui feliz cada segundinho ali. E enquanto você se protegia, meu amor, eu gozava de tudo. E não sinto saudades tuas, porque dei o meu melhor no tempo que era pra dar. Hoje eu acordei assim. Sem raiva e sem saudade, como todos esses últimos dias, de coração. Mas decidi escrever a última vez sobre você, sem dor, sem mágoa, sem pena. Mas simplesmente, porque no fundo, eu sempre escrevi pra mim. Para mim e pros meus sonhos, enormes. E no fim das contas, o que vale mesmo a pena é a sensação de dever cumprido. Faça suas idéias corresponderem aos fatos. Porque eu, eu continuo assim, louca, louca, louca! E isso não vai mudar.

" Ao contrário do que muitos pensam...
O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença! "