terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Contro[verso].

Hoje acordei doce. Um doce um tanto quanto amargo, diria. Não é o fato de hoje já ser 19 de Maio e nem de ser exatamente 12:12. Mas sim de estarmos em 2008 e o dia ter apenas 24 horas. Então expus meus sentimentos, só que a platéia continha somente eu. Eis que tornei-me ácida. Salgada. Muito salgada. E nunca é bom pôr mais de uma pitada de sal, não é? É. Fiquei mal. Aí devorei o doce – sim, ele tinha que está dentro de mim. Fiquei tao doce a ponto de superar a acidez. Transformei-me em soro. Soro hidrata o corpo. Logo, renovei a alma. Pena que minutos depois estava fria. Gelada, mais precisamente. Imóvel, intocável. Não gosto de pouco, então adicionei-me calor. Esquentei, fervi. Tão quente que comecei a odiá-lo. E ódio me deixa mal. Reiniciei. Encontrava-me novamente fria. E dessa vez não deu pra requentar. Engoli mesmo sem sabor, sem cheiro, sem cor, sem deixar nada pro dia seguinte. Só que o amanhã tá tarde, dia 20 é mais um dia... e assim como o soro, se for demais causa o efeito contrário. Traga apenas um pouco de mim, por favor. E rápido, já se passaram mais vinte minutos, e logo pode esfriar... e acredite, você não quererá provar-me assim.

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